Seminário da Fundamental expõe as boas práticas ambientais

Novo Hamburgo/RS - Com todas as vagas esgotadas, a Fundamental (Fundação Desenvolvimento Ambiental), braço ambiental da ACI-NH/CB/EV, realizou, na quarta-feira (30), o III Seminário Ambiental, abordando o tema “O caminho para a sustentabilidade”. O presidente da organização, Paulo Mozart Borges, falou do histórico, das práticas e iniciativas de cunho sócioambientais desenvolvidas. “Participo da Fundamental desde sua criação, como conselheiro. E, neste primeiro ano como presidente, quero dar continuidade a tudo que já vem sendo feito. Agradecemos a todos os presentes, pois participando de momentos como este, estamos demonstrando que decisões inovadoras e bem sucedidas podem servir de exemplo para um mundo melhor”, afirmou Borges.

APRESENTAÇÕES - O diretor técnico da Acqua Limpa Consultoria e Projetos, Mário Peirano, palestrou sobre "Aspectos Práticos na Remoção do Nitrogênio em Efluentes Líquidos". “Temos que ter muito cuidado ao trazermos para o Brasil tecnologias importadas de outros países, pois lá eles têm outro clima e outra realidade. Aprendi, nestes quase 40 anos de trabalho, que temos que adaptar tudo a nossa realidade, pois aqui temos um clima totalmente diferente, e pessoas, em sua maioria, com outra realidade social e técnica”, ressaltou Peirano.

Entre as dicas apontadas pelo técnico para ter sucesso, como algumas aplicadas em empresas que ganharam prêmios ambientais, estão: o planejamento, o conhecimento dos históricos de nitrogênio ou buscar dados semelhantes na literatura técnica, buscar maior eficiência com menor custo, e evitar soluções e equipamentos inadequados. “Muitos querem trocar tudo ao primeiro sinal de problema, mas isso não é necessário. Muitas vezes, algum pequeno ajuste pode resolver algo que está incomodando”, avaliou o engenheiro.

A coordenadora de QSMS da Top Service Serviços e Sistemas Ltda, Maria Guida Junges, abordou as práticas sustentáveis da empresa, demonstrando através de seu case de sucesso, como algumas atitudes simples podem causar um grande impacto dentro das organizações. “Somos prestadores de serviços na área de limpeza, então trabalhamos com 80% de colaboradores na área de serviços gerais, e são pessoas com um nível cultural baixo. Tivemos que criar um método de ensino básico, sobre questões ambientais, e, a partir disso, vamos desenvolvendo práticas de melhoria constante. Isto, talvez, seja o mais importante. Saber que toda a atividade gera um impacto e buscar formas de minimizá-las”, destacou Maria Guida.

COMPARTILHAR - Após a confraternização entre os participantes, com coffee break, Alexandre Bonato, gestor de Recursos Humanos da Marisol Indústria do Vestuário Ltda, apresentou a gestão ambiental Marisol. Segundo ele, o principal desafio é mostrar para os colaboradores os ganhos com atitudes sócioambientais, e compartilhar com todos dentre da indústria.
 
"Hoje geramos receita com nossos resíduos, nada muito grande. O valor é reinvestido para os funcionários, mostrando que é possível e importante realizar este trabalho de separar materiais", contou Bonato. "Não é nada novo, mas acredito que nosso diferencial está na gestão, que é compartilhada entre todos, o que ajuda a criar uma cultura sócioambiental dentro de nossa empresa. Outro fator que considero importante é a disciplina ao fazer as ideias tornarem-se realidade", comentou.

CLIMA - Eduardo Baltar, diretor da Enerbio Consultoria Ltda, falou sobre o tema "Conferência de Copenhague: Resultados e Implicações", onde demonstrou algumas práticas que irão se tornar realidade em breve no mundo, mesmo que a imagem geral da COP 15 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) tenha sido de fracasso. "Se pegarmos apenas o fato de que países ricos e em desenvolvimento continuam sem entendimento em questões básicas, diremos que a conferência foi um fracasso. Mas, só o fato deste assunto ser discutido, de buscarmos soluções, e de vermos cada vez mais empresas preocupadas com questões ambientais e com o aquecimento global, já se torna o importante", relativizou Baltar.

Segundo o consultor, muitos países se comprometeram em reduzir suas emissões de carbono, e o Brasil teve destaque ao afirmar a redução das emissões em 38,9% até 2020. Países ricos também tiveram que se comprometer a investir US$ 100 bilhões, por ano, até 2020, em países em desenvolvimento com ações sócioambientais. "Durante a COP 15 havia uma feira onde grandes marcas já se mobilizavam para criar produtos que não venham a agredir tanto o meio ambiente e que auxiliem na diminuição da emissão de carbono. O mundo está mudando e as oportunidades vão surgir para aqueles que souberem olhar um pouco adiante de nossa realidade atual", argumentou Baltar.

O Seminário da Fundamental contou com a presença de vários empresários da região, além do secretário de Meio Ambiente de Novo Hamburgo, Ubiratan Hack. O patrocínio do evento foi da Faculdade Instituição Evangélica de Novo Hamburgo.

De Zotti - Assessoria de Imprensa
Em 30/6/2010





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